7 de dezembro de 2006

 

Ainda as fusões

Não pensei voltar ao assunto, depois do meu apontamento de ontem, mas vou dar um exemplo sobre o qual talvez muita gente não pense. Participei hoje num debate muito interessante, sobre a educação superior militar, organizado pelo Ministério da Defesa e pelo Conselho Nacional de Educação. Sobre isto, gostaria de discutir – fica para um dia destes – o problema essencial: até que ponto ela deve "obedecer" a Bolonha? O DL 74/2006 aponta para que sim, mas nunca vi isto na agenda de Bolonha de nenhum pais signatário.

O que vem a propósito é alguma conversa de café sobre o que alguns advogam, nesta fase de "racionalização", a fusão das três academias militares numa única universidade militar (para já não falar dos vários estabelecimentos politécnicos militares, que muitos desconhecem). Quem fez serviço militar, em particular na Marinha ou na Força Aérea, sabe bem como a cultura institucional, as tradições, tão importantes na formação militar, a forma como é concebida a disciplina, muito mais, diferem consideravelmente entre os três ramos. Por isto, compreendi muito bem a oposição a tal ideia que me foi manifestada por alguns oficiais.

Outra coisa é uma formação integrada que se baseie na actual doutrina militar da intervenção conjunta dos três ramos. É claro que tem de ser facultada também a nível da formação inicial dos oficiais, mas é uma redundância aceitável. Mais importante é que, segundo julgo, essa formação, aprofundada, é feita mais eficazmente em fases mais tardias da carreira e, para isto, há o Instituto de Defesa Nacional.

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