22 de novembro de 2006

 

Duas notas

1. Parece que se aproxima um entendimento entre o ME e os sindicatos em relação a uma das principais mudanças do estatuto da carreira docente, a criação de duas categorias de professores do básico e secundário. Nunca fui muito adepto das carreiras horizontais e defendo um mínimo de verticalidade. Trocando por miúdos, uma carreira horizontal é aquela que só tem uma categoria, com progressão quantitativa em escalões remuneratórios, ao longo de toda a actividade profissional, principalmente por antiguidade. Nas carreiras verticais, há várias categorias, definidas por competências específicas. É o que se passa com as carreiras do ensino superior.

Muitas vezes, estas competências traduzem-se, talvez com algum esquematismo, pela aquisição de graus académicos. Não é o que vejo no projecto de ECD, em que o doutoramento é apenas um elemento de simples valorização curricular. Os liceus americanos estão cheios de doutores. Quem não se lembra do "Clube dos Poetas Mortos"? Lá, isto reflecte-se é no contrato e no salário. Neste nosso país burocrata, tem de ser na legislação da carreira. Mas fica a pergunta principal. Temos "excesso" de doutorados, para emprego científico e na educação superior. O que será o nosso ensino secundário se começar a ter um bom componente de professores doutorados? Façam é uma carreira que os valorize.

2. No Público:

"Quem quer fazer bem deve olhar para o lado e ver quem sabe fazer. Deve tentar, depois, fazer ainda melhor. Esta ideia é de tão simples compreensão que a surpresa poderia residir na necessidade de se tornar uma quase doutrina, Para então ser reconhecida como ferramenta. Já é assim reconhecida, e até já lhe foi dado o nome a terminar no incontornável "ing" para lembrar que é de uma ferramenta de gestão que estamos a falar: o benchmarking."
Hoje, até já temos o Instituto de Benchmarking Português, a que recorre um número crescente de empresas. Filiadas permanentes são cerca de 700, 37% das quais com um volume de negócios entre um e cinco milhões de euros. Razão para dizer que, nestas coisas, alinham principalmente os que menos precisam delas. Mas as universidades precisam e algumas até, possivelmente, nem sabem o que é o benchmarking. Não é por vaidade, acreditem que é pela minha paixão pela reforma da educação superior, façam-me o favor de ler o meu artigo "Benchmarking: uma experiência a introduzir no ensino superior português".


Comentários:

 

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]





<< Página inicial

Subscrever Mensagens [Atom]